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TAMANHO DA FONTE

21/05/2019 • 03h47

NÃO ACEITE MENOS DO QUE 100%

Artigo extraído do LinkedIn de Alcides Braga, presidente da Truckvan

Texto original: LinkedIn Alcides Braga

“Parabéns por você ser tão simples, humano, honesto, correto, íntegro, gente boa, do bem…”

Como você se sente quando recebe este tipo de mensagem/ouve este tipo de frase?

Eu confesso que me sinto, de certa forma, incomodado. Em que mundo estamos? Estes valores têm que estar intrínsecos em nós e não serem vistos como “diferenciais”.

Sinceramente, a minha impressão é que estamos vivendo na Era da Desconstrução, tudo muito virtual, descartável, distante e frio que até colocamos uma proteção anti CALOR HUMANO.

Falando especificamente do mercado profissional, o senso de sobrevivência virou imperativo, ou seja, muitas pessoas permanecem em seus empregos mais por terem medo de ficarem sem renda do que por terem prazer e satisfação nos seus trabalhos. Tanto é que muitos estão surtando, adoecendo, tendo depressão e crises de ansiedade/pânico/angústia.

Outra observação que considero válida é reparar o nosso nível de contentamento com serviços prestados. Tem momentos que o produto é ótimo, mas o atendimento é péssimo e relevamos. Em outras ocasiões, até toleramos quando compramos algo e não ficamos tão satisfeitos, mas somos tratados com muita atenção, carinho e respeito. Não podemos ser contemplados com a excelência em ambos os casos? Sim, podemos. A questão é que já estamos tão machucados e descrentes na humanidade que passamos a ver como virtude qualquer atitude positiva.

Eu, por exemplo, tenho um amigo que vai ao mesmo espetinho toda sexta-feira próximo a sua casa pelo simples fato de o garçom o chamar pelo nome, rsrs. Ele não gosta da comida, sempre reclama do preço, mas se sente importante quando está lá.

E este é o ponto-chave. Necessitamos nos sentir especiais, valorizados, reconhecidos, mas como, infelizmente, isso é cada vez menos comum nas relações interpessoais, principalmente, nos ambientes corporativos, aceitamos “migalhas” para, pelo menos, “nos mantermos “vivos”. Só que assim, omissos, nos tornamos coniventes e cúmplices de tudo aquilo que tanto criticamos.

Posso estar enganado ou ter uma visão utópica, mas acredito fielmente que podemos mudar este cenário se formos o melhor de nós em tudo que nos predispormos a fazer e, acima de tudo, na forma como lidamos uns com os outros.

Em suma, meu entendimento é que a frase Faça aos outros o que você gostaria que fizessem com você é belíssima, mas que tal você fazer aos outros o que eles gostariam que você fizesse por eles? Assim, você realmente demonstra empatia e se importa com o ponto de vista da outra pessoa, pois cada um tem um jeito de pensar. Somos ÚNICOS. Toda generalização é uma preguiça da mente, uma limitação do olhar e um comodismo do coração.

Portanto, finalizo com que creio que temos que refletir e colocar em prática para NÃO ACEITARMOS MENOS DO QUE 100%:

– Nunca faça nada por mera obrigação. Faça por que enxerga PROPÓSITO naquilo

– Esteja disposto a aprender mais do que lhe ensinarem e a fazer mais do que lhe solicitarem não só para se destacar perante aos outros, mas por isso fazer parte da sua ESSÊNCIA

– Se você sentir que não está desenvolvendo todo seu potencial, manifeste-se imediatamente. Caso contrário, você estará sendo negligente com você mesmo.

– Ao fim do dia, pergunte para si mesmo: “Um robô faria o que fiz hoje?”. Se a resposta for sim, desative o modo automático.

– Seja a MUDANÇA e faça a DIFERENÇA que tanto você almeja para o mundo

Para terminar, ouça a música “VOCÊ”, de Raul Seixas. Espero que não se identifique, mas se isso acontecer troque sua sintonia urgente e TENTE OUTRA VEZ!

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